Mercúrio é o menor e mais
interno planeta do Sistema Solar, orbitando o Sol a cada 87,969 dias terrestres. Sua
órbita tem a maior excentricidade e seu eixo apresenta
a menor inclinação em
relação ao plano da órbita dentre todos os planetas do Sistema Solar. Mercúrio
completa três rotações em
torno de seu eixo a cada duas órbitas. Sua
aparência é brilhosa quando observado da Terra, tendo uma magnitude aparente que varia de −2,6 a 5,7, embora não
seja facilmente observado pois sua separação angular do Sol é de apenas 28,3º. Uma vez que
Mercúrio normalmente se perde no intenso brilho solar, exceto em eclipses
solares, só pode ser observado a olho nu durante o crepúsculo matutino ou vespertino.
Comparado a outros
planetas, pouco se sabe a respeito de Mercúrio, pois telescópios em solo terrestre
revelam apenas um crescente iluminado com detalhes limitados.
Mercúrio tem uma
aparência similar à da Lua com crateras de
impacto e planícies
lisas, não possuindo satélites naturais nem uma atmosfera
substancial. Entretanto, diferentemente da Lua, possui uma grande quantidade de ferro no núcleo que
gera um campo
magnético, cuja intensidade é cerca de 1% da intensidade do campo
magnético da Terra. É um planeta excepcionalmente denso devido ao tamanho
relativo de seu núcleo. A temperatura em sua superfície varia de 100 a 700 K (−173 °C a 427 °C). O ponto
subsolar é a região
mais quente e o fundo das crateras perto dos polosas
regiões mais frias.
As primeiras observações registradas de Mercúrio datam pelo
menos do primeiro milênio antes de Cristo. Antes do século IV a.C., astrônomos
gregos acreditavam que se tratasse de dois objetos distintos: um visível no
nascer do sol, ao qual chamavam Apolo, e outro visível ao
pôr do Sol, chamado de Hermes. O nome em
português para o planeta provém da Roma Antiga,
onde o astro recebeu o nome do deus romano Mercúrio, que tinha na mitologia
grega o nome de Hermes (Ἑρμῆς). O símbolo astronômico de Mercúrio é uma versão estilizada do caduceu de Hermes.
Por: Pedro Henrique Izycki
Turma 61/2014

